SONETO 37
Eu bem desejei um dia ser marreta
Pra por a baixo carradas de coisas
Nessa época eu batia muita punheta
E minha cara de espinhas era rota.
Invocado com a porra toda
De saco cheio com tanta mutreta
Meio comuna, meio punk, achei sopa
Zoar o barraco dos caretas.
Porém de tanto levar na cara
Um belo dia acordei palavra.
E foi com alegria tri-puta
Que descobri muito mais hirsuta
Do que qualquer ferramenta dura
A palavra - mãe de todas as marretas.
1o./03/18
Ilustração: Lissitsky, 1919.
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